Um espaço para quem quer escrever, sobre qualquer coisa, sobre qualquer assunto, com qualquer opinião, somente escrever, sem o objetivo de ser lido por alguém
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Olá pessoal...
Bom, como está bem escrito no título, isso aqui é exatamente um bloco de notas. Sempre quando der vontade estarei aqui postando algo de interessante, algo que me chame atenção, desde uma noticia do Flamengo até uma crônica que eu tenha lido.
A maioria dos posts virão de madrugada e de tarde quando eu estiver no jornal, e pretendo contar com alguns colaboradores.
Nós passamos mas da metade de nossos dias em ambiente de trabalho, assim este tem que ser o mais agradável possível. Não é isso? É estamos no século XXI e em alguns casos a prática não segue a teoria. Essa vai a todos que vivem na labuta e a uma pessoa em especial... Força Irmão!!
Veja:
03/02/2006 - 12h24m
Chefe ruim faz mal à saúde
Globo Online
RIO - A Organização Mundial da Saúde adverte: chefe ruim faz mal à saúde. Com uma freqüência cada vez maior, profissionais que são alvos de críticas infundadas e humilhações sistemáticas no ambiente de trabalho adoecem física e psicologicamente. O impacto do assédio moral na saúde é tão grande que a Organização Internacional do Trabalho já o considera um problema de saúde.
Dor de estômago, dor de cabeça, insônia, tremores e palpitações são as conseqüências físicas mais imediatas reportadas pelas vítimas do terror psicológico no trabalho. A longo prazo, o problema pode causar ainda úlceras, doenças cardiovasculares e obesidade. Os efeitos psicológicos podem ser ainda mais graves e vão da síndrome do pânico à depressão.
- O assédio moral pode abalar profundamente a auto-estima do profissional, de forma irrecuperável. A pessoa passa a se sentir um zero a esquerda, incapaz de agregar qualquer valor à equipe, ao trabalho. Ela deixa de acreditar em si mesma - Raquel Parente Mota, consultora de RH do Grupo Catho.
O assédio moral sempre existiu no mercado de trabalho. Só que com outro nome.
- Até os anos 1960, isso se chamava 'demonstração de autoridade' - explica o escritor Max Gehringer. - Os chefes eram tão absolutos, e os empregados tão submissos, que as broncas e humilhações públicas eram rotineiras. O conceito de "socialmente correto" só ganhou força a partir da década de 1990, nos Estados Unidos. De repente, milhões de funcionários que eram tratados com desrespeito descobriram que podiam, e deviam, reclamar.
Há inúmeras formas de tiranizar um empregado. Em geral, o chefe autoritário dá ordens confusas, estabelece metas irreais, faz das pessoas peças descartáveis e semeia a desmotivação. Auditor de uma importante instituição financeira em Minas Gerais, Jonatas Rosa Ferreira da Silva foi vítima de assédio moral durante sete meses, antes de jogar a toalha e pedir demissão.
- Fui destacado para uma função muito aquém das minhas qualificações. Eu era constantemente ridicularizado na frente dos outros funcionários e mesmo ignorado publicamente. Tive o meu trabalho tão desmerecido e desprezado, que cheguei a duvidar da minha capacidade.
Totalmente desestimulado e profundamente infeliz, Jonatas pediu as contas. Preferiu ganhar três vezes menos em uma empresa de médio porte em troca de respeito e reconhecimento. Com a auto-estima recuperada, resolveu criar um fórum de discussão sobre o assédio moral no Orkut.
- Eu não soube como agir, na época, porque não tinha muita informação a respeito do que estava acontecendo comigo. Não sabia que isso acometia outras pessoas e que tinha um nome. A comunidade é um ponto de apoio para as vítimas de assédio moral. Através da troca de experiências, as pessoas se informam melhor sobre o problema e descobrem, juntas, novas formas de se defender. É fundamental para o processo de cura saber que não se está sozinho nessa batalha - defende Jonatas.
O assédio, em geral, se dá de forma lenta e contínua. A violência, sutil, se concretiza em intimidações, constrangimentos, difamações e ironias, o que muitas vezes dificulta a identificação do problema. Mas há os agressores que não fazem qualquer questão de discrição. Pelo contrário. Querem afirmar a sua autoridade às custas do constrangimento público dos seus subordinados.
- Em uma grande rede de supermercados, os funcionários que não tivessem alcançado as suas metas ao fim do dia eram obrigados pelo gerente a subir em uma mesa e a dançar para toda a equipe. - conta Luisa Chomiuni, consultora da Thomas e Case Associados. - Em outra empresa, quem não tivesse um rendimento satisfatório deveria trabalhar com um nariz de palhaço.
Para José Alberto Alves Azevedo, vice-presidente da Thomas e Case, por trás da máscara do autoritarismo escondem-se pessoas extremamente inseguras, com sérios problemas de auto-estima, que querem a todo custo ser o foco das atenções.
- Quem realmente detém o poder, não sente necessidade de ostentá-lo. Impõe respeito sozinho, sem o uso de artifícios, como ameaças ou a força - avalia.
No Brasil, algumas empresas já adotaram certas normas para coibir o assédio moral. Outras investem pesado no relacionamento interpessoal para tornar o ambiente de trabalho mais agradável e menos propenso a conflitos:
- As empresas são em parte responsáveis pelo problema. Nem sempre as atribuições referentes a cada cargo são claras, o que pode favorecer abusos. Além disso, é fundamental haver alguma forma de monitoramento das atividades, além do incentivo à denúncia - avalia Raquel Parente Mota, consultora de RH do Grupo Catho.
SEM MAIS ACRESCIMOS...
OBRIGADO
VINICIUS PALERMO
postado por: Vinicius Palermo 5:40 PM